"Metade de mim é amor e a outra metade também"

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Que a minha loucura seja perdoada, porque...

I’m lying on the moon
My dear, I’ll be there soon
It’s a quiet starry place
Time’s we’re swallowed up
In space we’re here a million miles away

There’s things I wish I knew
There’s no thing I’d keep from you
It’s a dark and shiny place
But with you my dear
I’m safe and we’re a million miles away

We’re lying on the moon
It’s a perfect afternoon
Your shadow follows me all day
Making sure that I’m okay and
We’re a million miles away

The Moon Song // Scarlett Johansson and Jaoquin Phoenix

Written by Karen O.

(Source: diggin4dinos)

Estúpidos devaneios me fazem prosseguir, lanço-me em uma continua existência, viver é uma paixão inútil, sucumbi a necessidade de me espremer aos papéis dados a mim, meu monólogo é escuro, a minha platéia é vazia, minhas enfermidades agudas apresentam remédios severos, amontoei-me as chagas, aos desejos carnais, ao afeto que era de minha falsa propriedade, meu buraco não me permite as rosas, meus anseios são mais profundos.

Esteban - Segunda feira

(Source: timesweet, via timesweet)

Reduzida as partes, quantas de você ficaram?

Quantas de você sou eu?

Ou quantas de mim são você?

Poderia escrever sobre o Frankenstein, mas não falo sobre partes humanas, mas sim, das borboletas que foi capaz de por em meu estômago, dos vaga-lumes deixados em minha cabeça, dos ácaros em minha respiração ofegante e ineficaz, dos vermes que se proliferavam a cada sistole e diástole, quantas de mim não são mais eu?

Canção Pra Não Voltar // A Banda Mais Bonita da Cidade

Um corpo igual a outros 6 bilhões, aos olhos nus de qualquer pessoa, porém uma caixa de ossos para quem o habitava, uma moradia para quem o conhecia, esperava a autopsia fazia umas oito horas, morto em uma manhã de sábado, mas naquele dia só o corpo morreu, o resto não estava lá já fazia muito tempo, rins, fígado, pulmões, podres a décadas, veias, artérias, serviam apenas como tubulações, agora já entupidas, cérebro, permitia que substâncias erradas entrassem e fizessem seu jogo, coração, tirado pela primeira cigana que ousou rouba-lo. Estirado em uma mesa fria, sendo cortado como folha de papel, o único órgão restante e o maior deles, era a pele, carregado de células mortas, perfumes usados, cheiros particulares, dos mais importantes odores, aos que foram esquecidos após 24 horas, cicatrizes jamais vistas antes, expostas como quadros em uma galeria de arte, a quem as ache terríveis, no em tanto eram poesias de dias ruins, noites turbulentas de insônia, tombos dolorosos de atitudes inconsequentes ou até mesmo bobas. O corpo não carregava nada, mas ao mesmo tempo tinha tudo, uma caixinha de cartas personalizada, vazia, para quem via, mas não enxergava, abarrotada até a tampa para quem a possuía.